Já se passaram 8 meses desde a primeira mesa de negociação com o governo. De lá pra cá, pouco se avançou. No total, já foram 7 rodadas de negociação e, até agora, só foi visto o esforço do funcionalismo federal em negociar. Na última Mesa Nacional de Negociação Permanente, que ocorreu em fevereiro desse ano, o governo insistiu em condicionar a recomposição salarial dos servidores federais a um possível incremento no orçamento da União. Ao mesmo tempo, não apresentou soluções concretas para a revogar normas e decretos do governo Bolsonaro que atingem diretamente o serviço público federal.


Serviço Público de escanteio?
Mesmo com seis anos de perdas salariais acumuladas, do governo Temer até agora, o governo Lula não incluiu a previsão para o reajuste salarial dos servidores federais no orçamento da União de 2024. E, agora, afirma que só haverá recomposição salarial se sobrar receita. De acordo com o governo, o reajuste dos auxílios está previsto para maio desse ano, mas não pode garantir que haverá recomposição salarial.


Enquanto os servidores propõem que a recomposição seja dividida em três parcelas iguais de 10,34%, em 2024, 2025 e 2026 para os servidores federais que em 2015 firmaram acordos por dois anos- 2016 e 2017; e de 7,06%, em 2024, 2025 e 2026 para os servidores que em 2015 fecharam acordos salariais por quatro anos (2016 a 2019), o governo propõe reajuste 0% em 2024 e 4,5% em 2025 e 2026.


Para o Fonasefe, não há acordo com 0% de reajuste. O serviço público federal é peça fundamental para o Brasil combater as injustiças sociais, e é responsabilidade do governo honrar o seu compromisso de valorizar os servidores que constroem o serviço público todos os dias com o seu trabalho.


Paralisação unificada
Depois de anos de retrocessos, é insustentável que milhões de servidores amarguem mais um ano de congelamento salarial. Por isso, muitas categorias já deflagraram greve ou se encontram em estado de greve.


O Fonasefe reforça a necessidade de intensificar as lutas e convoca todas as servidores e servidores a construírem juntos um DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO E PARALISAÇÃO unificado em 3 de abril.


Não vamos ficar de escanteio, vamos ocupar as ruas!


 


Fonte: Fonasefe