Nota do FONASEFE


 


Hoje, 23/08/22, o FONASEFE esteve reunido no Ministério da Economia para receber a devolutiva do governo sobre o REAJUSTE SALARIAL das Servidoras e Servidores em 2023.


Numa fala inicial, os representantes do governo Bolsonaro, os Srs. José Borges de Carvalho Filho, Coordenador Geral de Negociação Sindical no Serviço Público, e Cleber Izzo,  Diretor do Departamento de Relações do Trabalho no Serviço Público, tentaram nos convencer de que o debate sobre o valor a ser consolidado na LOA 2023 para o reajuste salarial estava em discussão e que não poderia adiantar mais nada sobre o reajuste dos servidores e servidoras, mesmo faltando apenas 7 (sete) dias para encerrar o prazo para governo encaminhar a LOA 2023 ao Comgresso Nacional.


Esta forma operante do governo Bolsonaro atuar, sem negociar de fato ou mesmo comunicar suas propostas com os servidores e servidoras, mostra o total desrespeito desse governo com as entidades sindicais representativas dos trabalhadores e trabalhadoras do serviço público.


Deixamos claro que não acreditamos nos representantes do governo, pois é impossível a 7 (sete) dias do encerramento do prazo para o governo entregar a LOA 2023 ao congresso nacional, o governo não tenha uma proposta, mesmo que esteja em construção para anunciar. O fato é que o governo prefere falar pela grande imprensa, desrespeitando as representações sindicais e não cumprindo seu dever de Estado em negociar com as representações das categorias de servidores e servidoras.


Foram 04 (quatro) anos de tentativas frustradas de negociação com o governo, que nunca respondeu às nossas reivindicações. Neste ano, protocolamos três vezes a nossa pauta salarial emergencial no Ministério da Economia: dia 18 de janeiro, 18 de fevereiro e 17 de março e, sequer,  os representantes do governo demonstram conhecimento da pauta.


Deixamos nosso registro de que não deixaremos de lutar em defesa do serviço público e dos servidores e servidoras.  Para isso,  estaremos, a partir do dia 01 de setembro, atuando fortemente junto aos parlamentares para que nosso reajuste salarial seja garantido na LOA 2023.


Somos entidades sindicais e, portanto, nunca nos omitiremos em negociar os interesses das nossas categorias, seja qual for o governo. Por isso insistimos para sermos recibos por este governo e que para que fosse aberta uma mesa de negociação "de fato".


Agora nos resta denunciar o papel que esse governo cumpriu ao longo dos quatro anos, destruindo o serviço público, congelando  salários por todo o seu mandato,  enquanto que a inflação bateu recorde no século em um só governo, com a possibilidade de termos enote 30 e 32% de inflação do período do governo Bolsonaro.


Nossa tarefa em defesa do serviço público e dos servidores e servidoras passa pela derrota desse governo, que não negociou com as categorias de servidores e servidoras públicos, não apresentou nenhuma proposta de reajuste salarial e desrespeita as entidades das servidoras e servidores públicos.


Portanto, é preciso que os/as servidores/servidoras fortaleçam a nossa luta, divulgando amplamente o Ato Virtual Nacional em defesa dos serviços públicos e dos servidores e servidoras que será nesta quarta-feira, 24/08, às 19:00, transmitido via facebook e YouTube do Fonasefe.


Precisamos mostrar ao governo que reajuste salarial é nosso direito. O FONASEFE convoca a todos os servidores e servidoras a somarem-se à Jornada de Lutas em Brasília, de 29/08 a 02/09.


O SINDFAZENDA, como membro do FONASEFE, foi representado por seu diretor administrativo,  Luis Roberto.


O QUE PENSA O SINDFAZENDA


Um governo que desde seu início atua para a destruição dos Serviços Públicos e de suas instituições, não faria diferente nessa reta final.


Sua atuação é sempre no sentido de dividir e atender somente àqueles que são necessários para conclusão de seus planos de perpetuação no poder. E, mesmo incluindo recursos na LOA não há garantias de seu direcionamento ou mesmo aplicação.


Como os servidores públicos estão há mais de 07 (sete) anos sem qualquer reajuste em suas verbas, seja salarial ou dos benefícios, os recursos precisarão atender essas necessidades,  sob pena de fragilizar ainda mais a situação que já é caótica.


Precisamos continuar a fortalecer nossas lutas e sabermos escolher nossos representantes, não somente para o Executivo, mas também para o Legislativo. Nexessitamos de políticos  que defendam os interesses da população e busquem fortalecer os serviços públicos e seus servidores.